“O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções.”

Clarice Lispector.  
“Vou ficar bem, tem um monte de músicas que não falam de nós dois.”

Soulstripper.   
“Acostumei-me tanto à melancolia que a cumprimento como uma velha amiga.”

Velho Bukowski. 
“A vida não é como todo mundo pensa”

Brendon Moraes.    
“Frequentemente, os melhores momentos na vida são quando a gente não está fazendo nada, só meditando, ruminando. Quer dizer, a gente pensa que todo mundo é sem sentindo, aí vê que não pode ser tão sem sentido assim se a gente percebe que é sem sentido, e essa consciência da falta de sentido já é quase um pouco de sentido. Sabe como é? Um otimismo pessimista.”

Charles Bukowski.   

O Meu Nome é Imagem

 

 O detalhe, cada pormenorzinho que parece irrelevante nas mais meras situações, caras, gravuras, casas, jardins, no corpo…

 As mãos envolvem um pescoço forte. Um pescoço descontrolado a cada fracção de beijos, a cada contracção involuntária dos músculos a bombear de sangue. As mãos vão fazendo uma pressão ligeira, suficiente para serem bem sentidas e não magoar; os beijos descem e a poesia ascende.
 Os versos chegam na fluidez de uma caneta firme que baloiça no desenhar de cada palavra. As letras têm um carinho especial entre si e vão-se unindo húmidas, no bafejar quente da proximidade com a boca de quem as manuseia.
 O medo não chega a esta tela. A quase imobilidade, nos movimentos tão lentos que quase parados, faz o medo recuar numa confusão débil e, por fim, desaparece nas raízes do sono que lhe chega.
 De par em par, com pinceladas firmes e convictas de um quadro eterno, os pincéis passam do cenário de mãos e pescoço para o do meio envolvente:
 Um espaço sem grades. Paredes com cartazes de cinema e folhas de jornal aos recortes mal colados, duas janelas com vista para mais janelas e para as traseiras do que parece ser o sonho. Há uma cama - o ponto focado, na possibilidade de se focar também o canto de uma secretária (com destaque para o cenário em geral).
 Na cama simples capta-se uma estrutura de madeira clara, uma despreocupação evidente para com os lençóis e, por fim, pernas entrelaçadas na mítica euforia dos amantes. O pincel pára a contemplar cada detalhe. O brilho nos olhares, as mãos jovens, a tentativa de captar a música de fundo.
 O nome está escolhido, o artista foi rápido a carregar no gatilho da decisão: “A Embriaguez do Sono” é o baptismo da imagem. Para simplificar e lhe dar a dedicação devida (sem querer tirar mérito ao título), chamo-lhe “Imagem”. Chamo-lhe “Imagem” pela convivência de cada pincelada e poesia na mesma tela - um confronto artístico que resultou no romance gravado.

Manuel Seatra
01/09/2014
14:55h

“Para uma garota, eu acho ela muito fechada. Pô, passei décadas tentando compreender uma mulher, saindo com elas, para quando eu morasse com uma, eu soubesse o que fazer. E agora isso, parece que estou namorando o Kimi Raikkonen. Ela é estranha, nunca demonstra nenhuma insatisfação, nunca faz uma cena de ciúme, não chora em filmes. Nunca sei como agir, é como se meu time jogasse sem centroavante, sabe? Fico sem referência.”

Gabito Nunes  
“A felicidade podia ser eterna ou apenas longa como a tristeza.”

Fabrício Bernardo  
“Sou tímida. Um montão de gente ri quando falo isso, mas sou tí-mi-da. Só quem me conhece a fundo sabe. É que sou o tipo de gente que todo mundo pensa que conhece. Mas se enganam feio. Pouquíssima gente me desvenda. Mostro só o que quero. Não por maldade, mas por proteção. A gente tem que aprender a se proteger. Das escolhas dos outros. E até mesmo das nossas próprias escolhas.”

Clarissa Corrêa.